O elemento pessoal na política

Ao longo do tempo, houveram várias mudanças na designação do que pertence ao âmbito pessoal e o que pertence ao público. Por exemplo, castelos medievais não possuíam paredes que inibiam a visão dos súditos sobre o ato sexual do rei e sua esposa. Além disso, o rei representava uma figura divina, e a crença hoje também nada tem com a vida pública, vivemos num estado laico, apesar da argumentação religiosa pesar muito no discurso político dos candidatos.

Informações de caráter pessoal sempre interessaram ao público-eleitor, tanto por isso, o candidato Aécio Neves casou-se um mês antes das eleições de 2014. E deve-se mesmo acreditar no impacto do elemento pessoal na imagem do político com relação aos valores dominantes numa sociedade.

Não é muito difícil navegar na rede e ver políticos postando fotos com animais de estimação ou em atividades lúdicas com amigos e familiares. Já presenciamos até um casamento online entre prefeituras, Curitiba e Rio de Janeiro. Uma brincadeira que tem mostrado índices interessantes de aprovação por parte dos internautas e jornais que abordaram o assunto.

E quem pode afirmar que esta tendência é negativa? Difícil tomar uma posição a respeito do que é bom ou não para a diminuição da desconfiança da população brasileira com relação a política.